sexta-feira, 29 de junho de 2007
Sobre a Morte do Linderman.
O Linderman? Certo... O erro foi dele de ter a má idéia de se envolver com o meu bebê Micah. Ele não deveria ter ficado entre uma mãe e seu filho, especialmente quando a mãe é psicologicamente instável e uma fofa e linda homicida com um comportamento meio no estilo do incrível Hulk. Nunca se deve ficar entre uma mãe e seu filho. É o lugar mais perigoso do universo. Isto é um aviso para todos vocês que tentarem encostar no meu garoto. Por mais que ele seja esperto, ele é meu e eu vou atrás de qualquer um que fizer qualquer arranhão nele...
quarta-feira, 13 de junho de 2007
Nisan Petrelli
Bem, sei que a maioria de vocês sabe como o 'big brother' Petrelli ganhou as eleições. E no primeiro turno. Não estou surpresa, já que o meu garoto prodígio aparentemente esteve envolvido nisso. E também porque muitas mulheres votariam mesmo no bonitinho. Não sei se, depois da explosão, se ele realmente morreu, ele iria pro céu - se isso existe -, mas enfim. Alguma boa ação ele fez no final. Fico imaginando se ele estiver no julgamento, lá numa espécie de limbo. A julgar pelo dia que o conheci até agora, o que sei é: primeiro que ele se encontrava com o nosso famoso gangster de Vegas para pedir uns 4 milhões de dólares e, durante o processo, cometeu adultério na sua viagenzinha cheia de pecado. Certo, eu sei que ele poderia alegar que fez isso com o FBI para pegar o Linderman, mas os agentes do FBI que ele levou depois... Bom, vocês já sabem. E, sim, eu sei que é impossível não cometer adultério com alguém como eu. Nenhum homem (e talvez muitas mulheres) em sã consciência se negaria a um encontro comigo, digo, conosco, ou com ela, ah, não sei. Vocês entenderam. Jessica, Nathan, uma cama, você acha que rolaria só uma guerra de travesseiros? Aí depois ele afastou a ex-namorada e negou a própria filha. Mas enfim ele nos deu alguma dica sobre o Linderman. Claro, depois que viu que já tinha vencido. Acho que ele diria que tudo o que fez foi para proteger a família dele. Mas pelo jeito usou a minha família para isso. Desde o Micah até o DL.
Hum, quê? Ah, OK, a Jessica está me lembrando aqui de responder sobre o que vocês andam querendo nos perguntar... Como sabíamos que era para parquimetrar o Sylar? Não, não era porque ele estava batendo no Petrelli caçulinha. Ora, vamos, você vê um cara de sobretudo negro e sobrancelhas malignas e não vai adivinhar quem é o vilão? Hello-ou? Seria muita falta de percepção não entender quem a gente deveria surrar...
Agora preciso ir, até a próxima.
Hum, quê? Ah, OK, a Jessica está me lembrando aqui de responder sobre o que vocês andam querendo nos perguntar... Como sabíamos que era para parquimetrar o Sylar? Não, não era porque ele estava batendo no Petrelli caçulinha. Ora, vamos, você vê um cara de sobretudo negro e sobrancelhas malignas e não vai adivinhar quem é o vilão? Hello-ou? Seria muita falta de percepção não entender quem a gente deveria surrar...
Agora preciso ir, até a próxima.
domingo, 10 de junho de 2007
Mulheres e Espelhos
"Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?"
(Cecília Meireles)
"O que é um espelho? Como a bola de cristal dos videntes, ele me arrasta para o vazio que no vidente é o seu campo de meditação, e em mim o campo de silêncios e silêncios. Esse vazio cristalizado que tem dentro de si espaço para se ir para sempre em frente sem parar: pois espelho é o espaço mais fundo que existe. E é coisa mágica: quem tem um pedaço quebrado já poderia ir com ele meditar no deserto. De onde também voltaria vazio, iluminado e translúcido, e com o mesmo silêncio vibrante de um espelho. Quem olha um espelho, conseguindo ao mesmo tempo isenção de si mesmo, quem consegue vê-lo sem se ver, quem entende que a sua profundidade é ele ser vazio, quem caminha para dentro de seu espaço transparente sem deixar nele o vestígio da própria imagem, então percebeu o seu mistério. Devo ter precisado de minha própria delicadeza para não atravessá-lo com a própria imagem, pois espelho que eu me vejo sou eu, mas espelho vazio é que é espelho vivo. Só uma pessoa muito delicada pode entrar num quarto vazio onde há um espelho vazio, e com tal leveza, com tal ausência de si mesma, que a imagem não marca. Como prêmio, essa pessoa delicada terá então penetrado num dos segredos invioláveis das coisas: ver o espelho propriamente dito. É muito raro, e é preciso ficar de espreita dias e noites, em jejum de si mesmo, para poder captar esse instante, onde se consegue surpreender a sucessão de escuridões que há dentro dele. É preciso entender a violenta ausência de cor de um espelho para poder recriá-lo, assim como se recriasse a violenta ausência de gosto da água."
(Clarice Lispector)
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?"
(Cecília Meireles)
"O que é um espelho? Como a bola de cristal dos videntes, ele me arrasta para o vazio que no vidente é o seu campo de meditação, e em mim o campo de silêncios e silêncios. Esse vazio cristalizado que tem dentro de si espaço para se ir para sempre em frente sem parar: pois espelho é o espaço mais fundo que existe. E é coisa mágica: quem tem um pedaço quebrado já poderia ir com ele meditar no deserto. De onde também voltaria vazio, iluminado e translúcido, e com o mesmo silêncio vibrante de um espelho. Quem olha um espelho, conseguindo ao mesmo tempo isenção de si mesmo, quem consegue vê-lo sem se ver, quem entende que a sua profundidade é ele ser vazio, quem caminha para dentro de seu espaço transparente sem deixar nele o vestígio da própria imagem, então percebeu o seu mistério. Devo ter precisado de minha própria delicadeza para não atravessá-lo com a própria imagem, pois espelho que eu me vejo sou eu, mas espelho vazio é que é espelho vivo. Só uma pessoa muito delicada pode entrar num quarto vazio onde há um espelho vazio, e com tal leveza, com tal ausência de si mesma, que a imagem não marca. Como prêmio, essa pessoa delicada terá então penetrado num dos segredos invioláveis das coisas: ver o espelho propriamente dito. É muito raro, e é preciso ficar de espreita dias e noites, em jejum de si mesmo, para poder captar esse instante, onde se consegue surpreender a sucessão de escuridões que há dentro dele. É preciso entender a violenta ausência de cor de um espelho para poder recriá-lo, assim como se recriasse a violenta ausência de gosto da água."
(Clarice Lispector)
sábado, 9 de junho de 2007
Documentos do Carro
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